Product Design em startup early-stage
Papel: Product Designer · Co-fundador
Período: 2024 – atual
Ferramentas: Figma · Miro · Maze
Contexto: Startup · App mobile · Brasil
O GoBraids começou com uma pergunta simples:
por que trancistas — profissionais altamente qualificadas —
ainda gerenciam tudo pelo WhatsApp?
Entrei no projeto como co-fundador e Product Designer.
Na prática, isso significa que não existe separação
entre design, produto e decisão de negócio.
Você descobre o que o produto precisa ser
enquanto está construindo.
Trancistas são autônomas. Sem ferramentas específicas
para o nicho, a rotina delas é uma colcha de remendos:
agenda por WhatsApp, cobrança por Pix sem controle,
portfólio no Instagram, indicação boca a boca.
A dor não era falta de talento.
Era falta de estrutura.
O produto precisava resolver isso sem adicionar complexidade.
Uma ferramenta de gestão que parecesse feita por alguém
que entende como trancista trabalha — não por um dev
que nunca agendou um tranço na vida.
Conduzi mais de 15 entrevistas e testes de usabilidade
com trancistas reais — não com personas imaginadas.
A partir daí:
– Mapeei os fluxos principais com base no que
as usuárias realmente faziam (não no que achávamos
que elas queriam)
– Defini a arquitetura de informação e as prioridades
do MVP junto com os outros fundadores
– Criei wireframes, protótipos de baixa e alta fidelidade
no Figma — iterando a cada rodada de teste
– Desenvolvi a identidade visual e o sistema de design
alinhados ao posicionamento do produto
– Participei das decisões de marketing e comunicação
como parte do time fundador
Em um dos ciclos de pesquisa, as usuárias deixaram claro
que o fluxo de agendamento que desenvolvemos
— aquele que todos no time achavam elegante —
criava fricção onde não deveria existir.
A decisão foi jogar fora três semanas de trabalho.
Aprendi que defender uma solução com dados é mais fácil
do que comunicar por que você está descartando
uma solução que parecia boa. Esse é o trabalho real.
Em ambiente early-stage, o designer que só entrega telas
é o primeiro a ficar desconectado da realidade do produto.
Você precisa entender o negócio para tomar decisões de UX.
E precisa entender UX para questionar decisões de negócio.
Esses papéis não são separáveis quando a equipe é pequena.